sábado, 18 de outubro de 2025

2672 - Sonhos

 


Elevar os sonhos

Até que cheguem nas nuvens,

Soprar os pecados

Para subirem aos céus.


Pecados pesados,

Respingam das nuvens,

Ao tentarmos resgata los,

Escorrem por entre os dedos.


Sonhos sobem, pecados caem, 

Penetrando na terra desértica 

Onde culpa e arrependimento,

Tentam perdão é absolvição.


O sopro da esperança 

Eleva se até as nuvens,

Dá volta ao mundo

E retorna com os velhos sonhos.


Nuvens se refazem dia a dia,

Velhos sonhos sobem

Aos céus incansavelmente 

E os pecados garoam.


Sonhos sobem sem fé.

Pecados caem com culpa.

A garoa dos pecados

Umidecem olhos arrependidos.


A água que vem dos céus,

Resgata da terra desértica,

Sonhos e pecados decaidos

No ciclo mágico da vida.


Terra e céu

Permanecem ligados.

Levando, trazendo, resgatando,

Sonhos e pecados para evolução.


Elise Schiffer

O pássaro Azul

O pássaro azul 

(assim são os escritores independentes)


Houve um pássaro  que voava para vários lugares se achando azul.

Ele se via azul.

Fechava os olhos e se via azul.

Os outros pássaros sabiam que ele não era azul, mas não falavam nada, apenas o chamavam de azul.

O tempo passou...

Um dia o pássaro azul encontrou um bando de pássaros azuis e quis juntar se a eles.

Neste dia ele descobriu que não era azul e resolveu afastar se de todos.

A tristeza tomou conta dos seus dias embora ele se sentisse azul.

O pássaro azul viveu sentido se azul até seu último voo.

O tempo correu e ainda hoje os pássaros cometam do belo pássaro azul que conheceram. 


Elise Schiffer  -  25/04/2018